No dia 12/06/2015, a Revista Época publicou a matéria: “Juízes estaduais e promotores: eles ganham 23 vezes mais do que você”, denunciando os maus hábitos do Judiciário brasileiro e do Ministério Público, relatando diversos vícios e privilégios que perduram há décadas nestas instituições.
A matéria se debruçou, principalmente, sobre os altos salários de juízes e promotores estaduais, muito deles acima do teto constitucional de R$ 33.763,00. De acordo com a revista, desde 2003, quando o Congresso Nacional estabeleceu o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal como teto constitucional para os funcionários públicos, os Tribunais e MPs estaduais passaram a criar toda sorte de expedientes para engordar o contracheque. Dessa forma, vários penduricalhos foram criados – ao menos 32 tipos de auxílios, gratificações, indenizações, verbas, ajudas de custo – com o único objetivo: ganhar mais do que determina a Constituição.
A revista ÉPOCA apurou, junto aos 27 Tribunais de Justiça e aos 27 MP’s estaduais, por meio de dados nas páginas de transparência dos órgãos, que a média de rendimentos de juízes e desembargadores nos Estados é de R$ 41.802,00 mensais, enquanto que a de promotores e procuradores de justiça, é de R$ 40.853,00. Os valores próximos mostram a equivalência quase perfeita das carreiras. Os Presidentes dos Tribunais de Justiça apresentam média ainda maior: quase R$ 60 mil (R$ 59.992), enquanto que os Procuradores-gerais de Justiça, chefes dos MPs, recebem, também em média, R$ 53.971.
Os valores acima demonstram que juízes e promotores estaduais recebem 23 vezes a média de rendimento do trabalhador comum brasileiro, que é de R$ 1.817,00.
No Ministério Público do Estado de Sergipe, a matéria mostrou que os rendimentos pagos a promotores e procuradores ocupam uma das maiores médias do Brasil, acima de R$ 50.000,00, ficando atrás apenas de Estados como Rio de Janeiro, Amazonas, Mato Grosso e Espírito Santo.
Por outro lado, o vencimento dos servidores do MPSE, técnico e analista, ocupa uma das piores posições em todo Brasil, sendo de R$ 1.013,13 e R$ 1.958,04, respectivamente, o que permite constatar a seguinte desproporção: 01 Promotor/Procurador equivale a 50 técnicos e 25 analistas.
Diante desse cenário de completa desproporcionalidade, é que o SINDSEMP vem buscando, junto a Administração Superior do MPSE, a valorização do servidor, apresentando as pautas de reivindicações aprovadas pela categoria e procurando sempre o diálogo, que até o presente momento não houve.
O último ofício solicitando reunião, em caráter de urgência, para negociar as reivindicações dos servidores, ocorreu no dia 19/05/2015, passando-se mais de um mês, sem que a administração superior desse alguma resposta ou iniciasse o diálogo com a categoria.
O SINDSEMP reitera, publicamente, o seu pedido de reunião com a Administração Superior, para que se de inicio às negociações das reivindicações, ao passo que informa a categoria que não tem medido esforços em busca da valorização do servidor, procurando sempre o diálogo.
Link da matéria: http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/06/juizes-estaduais-e-promotores-eles-ganham-23-vezes-mais-do-que-voce.html




O SINDSEMP, representando todos os servidores do Ministério Público do Estado de Sergipe, participou, na tarde do dia 29 de maio de 2015, de mais um ato de solidariedade em prol da sociedade sergipana.
